Literaturas & Linguagens artísticas

Este blog tem por objetivo dialogar com as disciplinas ministradas por mim na Faculdade de Letras da UNESA, na qual trabalho, bem como o de difundir os diálogos entre as culturas brasileira e africana.

26

de
dezembro

FIM DE ANO

Quando retornei do Seminário Internacional, entrei em três semanas enlouquecedoras de trabalho na UNESA. Tinha oito turmas, com o total de 350 alunos. Acho que não preciso dizer mais nada.

Deixo, agora, embora tardiamente, estas palavras de certeza de que o ano 9 será de muito entusiasmo e realizações. Já começo janeiro participando do programa de tv Africanidades, o qual depois será devidamente contado por aqui.

Assim que eu organizar os vídeos do Seminário, os estarei postando no You Tube, para fonte de pesquisa dos alunos e outros interessados que lá não puderam estar lá. Viva a rede democrática/interneteira, não é mesmo?

Deixo para vocês um poema do meu livro A modernidade de Penélope, que considero dentro do clima da nossa perplexidade pelas barbaridades da vida e de suas também maravilhas… Este misto de Eros (vida) e Tanatos (morte) com que a vida nos brinda…

Passarinhos

Se perdi a lente/que me ajudava a ver o céu/ a estrela que nem existia/continuo no rumo dos passos/atravessando calçadas de Lispector/chegando nas margens de Guimarães/sem medo dos becos sem luz que sempre virão/pois como já disse Quintana: passarinhos… eles passarão!

Abraços!

 

 

1

de
dezembro

Cabo Verde na USP é Fórsa!!!

Vou tentar resumir o que aconteceu nesta mágica semana que a USP dedicou a Cabo Verde… em primeiro lugar, agradecer a sugestão do evento feito pela divina Rita Chaves

a outra divina Simone Caputo,  guerreira que não foge da raia e executou a tarefa magistralmente:

Também dizer obrigada à equipe de alunos que colaborou para que tudo desse certo, representados aqui por Érica e Genivaldo:

Tudo saiu PERFEITO, e os rostos dos convidados estampavam a alegria e o encantamento de terem sido escolhidos pelo Cosmos para compartilharem aqueles momentos.

Nossa recepção foi feita já no aeroporto, com os participantess - escritores, professores, artistas, autoridades… - conduzidos ao confortável hotel Howard Johnson, em Pinheiros, bairro próximo do Campus da fenomenal Universidade de São Paulo (uma das 500 melhores Universidades do mundo e a MELHOR DO BRASIL, segundo http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2007/11/30/327390785.asp)

No primeiro dia recebemos um rico e cuidado material, contendo bolsa, bloco, caneta, a programação do evento com detalhes sobre a biografia e publicações dos conferencistas internacionais. A cerimônia de abertura ocorreu no MAC e no prédio anexo, onde se desenvolveram atividades de exposição de quadro e desfiles de trajes cabo-verdianos. Tudo foi transmitido ao vivo pela internet.

Muitos momentos poderiam ser aqui lembrados… sigo o rastreador pessoal, misturado ao acadêmico… conversas em torno das mesas como a que eu tive com o poeta Corsino Fortes…

Rever amigos queridos como Mário Lugarinho, colega da época graduação da UERJ e, hoje, professor da USP… é o que está sem terno.

Ouvir  Benjamin Abdala,

Tânia Macedo…

Saber que o crioulo de Cabo Verde, se parece muito com o nosso falar brasileiro, como explicou Dulce Almada…

Aprender sobre a presença da música brasileira em Cabo Verde com Alveno…

Reencontrar minha colega de Pós-Graduação da UFF, Sônia Santos, ela e eu há muito unidas em amizade por amor ao arquipélago…

Rever a Ministra de Cabo Verde e escritora Vera Duarte, que me brindou com a sua presença na Universidade Estácio de Sá, campus Nova América, no Encontro com a África organizado por mim e por meus alunos queridos…

Ganhar a presença e um livro de Maria Nazareth, da PUC-MG…

Ficar embevecida e virar fã de carteirinha da escritora cabo-verdiana Fátima Bettencourt, com sua inesquecível palestra e da brasileira Marilene Pereira, que por morar há 21 anos em Cabo Verde já se sente uma das ilhéus…

Conhecer Mito e o brilho da retina… Margarida e as Fontes… ambos na minha mesa de debates como professora convidada…

Ouvir a música que sempre esteve nos meus ouvidos e no meu coração.

Conhecer o Museu Afro-Brasileiro, incrustado no Parque do Ibirapuera, o único do mundo. Não deixem de visitar!!!

Andar por São Paulo, olhar o Teatro Municipal que os meus modernistas brasileiros queridos, em 1922, desafiaram e dizer: "Nossa, é mesmo possível…"

E ainda ter tempo para fazer uma "performance" no Museu de Arte Moderna:

Foram dias inesquecíveis… o coroamento de anos dedicados com seriedade aos estudos das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, especializada na de produção de Cabo Verde. E como se diz em crioulo: Obrigádu manenti (Eternamente obrigado)!

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