23
de
novembro
20 de novembro
A data de 20 de novembro é para refletir, de forma simbólica. Cada um deve, e não só neste dia, pensar no que realiza para a inclusão, não somente do negro, mas de todo aquele a que se possa ajudar.
Vejo, neste dia, pessoas com discursos muito bonitos em palaestras, etc. Com atitudes totalmente contrárias ao que elas falam, tão lindamente…
Meço muito as pessoas pelo que elas fazem. Atitudes dizem mais que palavras - um dia escrevi isso em um poema que, em qualquer dia desses aí, sairá. Eu não tenho pressa para publicar, embora saiba que a Academia valorize tanto isso. Também só publico o que é legítimo e honesto. E tudo que é assim demora um pouco, porque precisa de tempo. E tempo é que o trabalhador brasileiro nunca tem.
Embora eu não dê mais aulas de Literaturas Africanas, tenho a África em mim, como brasileira que sou. Eu não preciso lecionar Africanas para estar perto dela, pois ela está no berço de toda a humanidade. Nos outros cursos que ministro, é fatal que apareça em alguma aula, pois se de nós faz parte!
Mas no dia da Consciência Negra, o importante é que se coloque a mão nela e na massa, mas não só no dia 20.
Lutar pelo reconhecimento das Literaturas Africanas, por exemplo, exige que se levante a bunda da cadeira, onde alguns ficam confortavelmente instalados, “dialogando” virtualmente. Acham que fazem muito pelas Literaturas Africanas. Mas não há reconhecimento algum em seus atos.
A obra imortaliza o homem. Cuidado com a sua.
Agradeço à USP o convite para arguir mais uma aluna do Mestrado, que comparou em sua pesquisa, Orlanda Amarílis com Clarice Lispector. Parabéns pela defesa, Suely!
Ainda bem que eu aprendi com Clarice, Orlanda, Cecília e com a Primavera: a ser cortada e nascer de novo.
‘Tamos aí, como diria Vinícius de Moraes.




